segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

EU NÃO QUERO SER VERBO DE ENCHER





 


 
Continuo de boca aberta. Já não só pelo que fizeram, mas a forma sem vergonha como o dizem?!! Deus nos guarde. É demais.
Acontece...
 
JMF                                                            lowres
Eu também quero ser verbo de encher
Nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – "senhas" para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por qbue lhes pagam
Desde hoje de manhã que estou de boca aberta. Não sei se conseguirei fechá-la tão depressa. Tudo porque li uma entrevista como há muito, muito tempo, não lia algo de semelhante: a de Nuno Godinho de Matos ao jornal i.
Perguntarão: quem é Nuno Godinho de Matos? Pois é um advogado de Lisboa que era, até ao mês passado, administrador não executivo do Banco Espírito Santo. Uma busca na internet rapidamente nos indica que, além disso, foi fundador do Partido Socialista, trabalha há décadas com Daniel Proença de Carvalho, é actualmente vice-presidente da Ordem dos Advogados e foi durante muitos anos membro da Comissão Nacional de Eleições, lugar a que renunciou por ter representado nas últimas eleições autárquicas Moita Flores. Alguém de múltiplos talentos que, quero crer, falará com conhecimento de causa.
E o que nos diz ele nessa entrevista? Primeiro conta como se tornou administrador não executivo do BES. O convite chegou-lhe por via de um amigo de Ricardo Salgado com uma única justificação: era de boa política “incluir no conselho de administração alguém ligado à resistência ao antigo regime, de esquerda, e que não fosse profissional da actividade política”. Tão só, mais nada. Godinho de Matos ainda terá dito que “sabia tanto de bancos como de calceteiro, embora goste de calçadas”, mas Ricardo Salgado, que o convidou para um jantar na sede do BES, “teve a gentileza de dar as respostas que as pessoas educadas dão e dizer que não era assim”.
Conversa feita, lugar assumido. Durante seis anos Nuno Godinho de Matos foi administrador “independente”, não executivo, do banco. Com o mesmo estatuto e a mesma remuneração de outra advogada, Rita Amaral Cabral (companheira de Marcelo Rebelo de Sousa).
Vamos agora saber o que fazia Godinho de Matos naquele conselho. A resposta objectiva é: nada. Não sou eu que digo, é o próprio: “Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores.” A própria existência desses conselhos de administração alargados é, diz Godinho de Matos, “um pró-forma”: “É algo que tem de existir para ratificar as deliberações nas questões fundamentais tomadas pela comissão executiva.” Mais: “os administradores não executivos são um detalhe, um acessório na toalete de uma senhora”.
Para um “acessório” Nuno Godinho de Matos até achava que saía “barato” ao BES, pois só recebiam senha de presença: líquido, uns “2400 euros por reunião”, 10 a 12 mil por ano. Pena que os documentos depositados na CMVM contem outra história, pois revelam que recebeu, brutos, 42 mil euros. É como eu digo: para “verbo de encher” assim, eu também eu gostava. Sobretudo com a insustentável leveza do que vem a seguir, isto é, o achar que é tudo culpa do Banco de Portugal, da CMVM e dos auditores. O administrador não executivo nunca viu nada, nunca ouviu nenhum dos rumores que circulavam por Lisboa, nunca se interrogou sobre as notícias dos jornais, nunca se incomodou com as emendas às declarações de IRS de Ricardo Salgado, nunca achou, numa palavra, que pudesse haver algo que perturbasse a serena rotina das suas “senhas de presença”.
Nada disto seria demasiado importante – afinal, quem é Nuno Godinho de Matos? – se não fosse revelador sobre a forma como as coisas funcionam. Godinho de Matos era um “acessório” a quem valia a pena pagar senhas de presença não porque desse contributos relevantes nas reuniões em que participava, mas porque compunha o ramalhete de ter alguém “de esquerda” e, como tantos outros advogados que há em idênticas funções em dezenas, centenas de conselhos de administração, ajudava a “abrir portas”. Não sei se alguma vez o fez, nem isso é importante: afinal ele aceitava fazer parte da estratégia de Ricardo Salgado, uma estratégia que, nesta mesma entrevista, define como motivada pelo desejo de poder. Mais exactamente, “o poder social e o financeiro”. Ora, como ele explica, ter uma estratégia de “preservação do poder” não tem nada de mesquinho ou de egoísta, com também faz questão de sublinhar – é, no seu ponto de vista, exactamente a mesma motivação de qualquer político.
Este fundador do PS que diz que gostaria de ter um governo chefiado por um Vítor Gaspar é alguém que aparentemente lida bem com estas coisas do poder e do dinheiro, ou não tivesse trazido em tempos, do Luxemburgo, uma mala com dinheiro dos socialistas europeus para entregar a Mário Soares. Nada disso o atormenta.
Como nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – “senhas” para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam, actuação que para eles é tão natural como beber água. Que entretanto caia um edifício do tamanho do BES também nunca será nada com que percam uma noite de sono (a não quando lhes congelam as contas, a única queixa que Godinho de Matos agora parece ter) – a culpa será sempre de outros.
Eu, confesso, continuo de boca aberta.

sábado, 27 de dezembro de 2014

POLITICOS/BRÂMANES

Os políticos ocidentais têm praticamente o mesmo comportamento da casta brâmane na antiga Índia, mas cujos privilégios acabaram com a ocupação inglesa embora não na totalidade.
Vejamos os seus privilégios:
Os brâmanes eram os sacerdotes e só eles podiam ler e interpretar os livros sagrados;
Eram alvo de grandes doações e muitas dessas escrituras eram falsas;
As terras dos brâmanes eram isentas de taxas (impostos).
O mais importante em todos os sacrifícios aos deuses era a taxa paga ao sacerdote, brâmane;
Tinham o privilégio de tornar as mulheres fecundas;
Conduziam os negócios por meio de oráculos;
A lei bramânica dizia que se um sudra, a quarta casta, ouvisse a leitura das escrituras hinduístas, deveria receber como castigo chumbo em fusão nos ouvidos;
Tudo era feito para que as castas baixas não tivessem acesso ao conhecimento, pois esse lhes daria poder, questionamento e revolta;
Um brâmane estava, por direito divino, sobreposto a todas as criaturas. Devia ser mantido através de doações públicas e privadas.
O bramanismo era só para os iluminados,
Os brâmanes Nambudri exerciam o " jus prmae noctis" sobre todas as noivas do seu território, até tempos recentes;
Se um brâmane cometesse um crime, jamais podia ser morto;
Se um sudra abusasse da mulher de um brâmane tinha a propriedade confiscada e pior ainda, tinha os órgãos sexuais cortados.
Estas algumas regalias da casta brâmane.
Agora cada um que veja se há alguma semelhança entre esta casta e a dos políticos ocidentais, começando por Bruxelas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CONDUZA COM MODERAÇÃO

 IMPORTANTE - Caros amigos conduzam com atenção, porque...




   conduzam com moderação
 
"O Ministério da Administração Interna anunciou hoje, em comunicado oficial, a expansão da SINCRO (Sistema Nacional de Controlo de Velocidade) em toda a rede de autoestradas nacional, no âmbito do Plano Nacional de Segurança Rodoviária, através da instalação de 350 radares fixos pelos mais de 3.000 quilómetros de autoestradas portuguesas.
 
O SINCRO é um Sistema Telemático (infra-estrutura física e tecnológica), que suporta, no âmbito nacional, o serviço de fiscalização automática de velocidade de veículos rodoviários.
 
Este sistema será auxiliado pela instalação de radares Cordon Multi Target Photo Radar System, uma nova geração de radares fixos, capazes de detectar vários automóveis em simultâneo, algo que os actuais radares fixos não conseguem.
 
Este novo radar é extremamente compacto e pode ser montado em qualquer local, o que o torna muito difícil de detectar.
 
Com um ângulo de visão alargado, uma capacidade de processamento até 32 matrículas em simultâneo e ainda consegue registar a velocidade a que o automóvel viaja, o Cordon assume-se como o verdadeiro terror dos «aceleras».
 
Além de tudo isto, o Cordon consegue também registar infracções cometidas por táxis e autocarros privados em virtude de um avançado sistema de reconhecimento de matrículas.
 
Mesmo de noite, o Cordon funciona tão bem como de dia, pois está equipado com holofotes de infravermelhos, enquanto um sistema de GPS incorporado no radar grava as coordenadas do local onde a infracção foi cometida e toda a informação é guardada num cartão de memória SD com software de protecção de dados.
 
Todas as infracções cometidas podem ser enviadas via «Stream» para uma central, permitindo o processamento das multas em segundos, chegando ao infractor em tempo recorde.
 
A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2009/2015 inclui um conjunto de 92 medidas, uma das quais a colocação dos radares de controlo de velocidade nos locais de elevada sinistralidade e onde as infrações por excesso de velocidade são mais frequentes e dão origem a um risco acrescido de acidentes de viação".
 









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O PAPA FRANCISCO DISSE

INDEPENDÊNCIA PARA AS UNIVERSIDADES

ensino superior

E se as notas não contassem para entrar na Universidade?

Autor
Todos sabemos que tirar um curso de economia não é igual em todas as universidades, e não há razão para as universidades não terem autonomia para fixar os seus critérios de acesso.
A Laura é uma jovem de 18 anos que este ano não entrou no curso de direito por apenas cinco centésimas. Isso mesmo: 0,05 pontos afastaram-na do curso que ambicionava. É a vida? É, mas não tinha de ser. É que o sistema que a excluiu por cinco centésimas está manipulado: 70% da nota da candidatura é atribuída pela escola ao longo do secundário, e a Laura foi ultrapassada por jovens que, ao contrário dela, foram favorecidos pelos professores que deram um jeitinho e lhes subiram as médias.
Obviamente, a Laura não é a primeira jovem a quem isto sucedeu. E, infelizmente, não será também a última. A manipulação das regras é uma prática recorrente e esse é, aliás, um diagnóstico consolidado: nos jornais, nos estudos académicos e ao mais alto nível. Comparando as notas internas (escolas) com as notas externas (exames), sabemos que há muitos professores que tendem a favorecer os seus alunos. Comparando as escolas públicas com as privadas, sabemos que, em média, estas últimas tendem a beneficiar quem as frequenta. E sabemos que toda a gente sabe e fecha os olhos, porque até um organismo como o Conselho Nacional de Educação denuncia esta fraude e ninguém a vem desmentir.
Ora, fechar os olhos não é resposta. O ensino secundário e o ensino superior, que deviam permanecer autónomos, foram amarrados um ao outro por via destas regras de acesso. Com elas, até que ponto se condicionou a aprendizagem no ensino secundário à realização de exames de elevadíssimo risco (entrar ou não num curso)? Com a sua manipulação, quantos jovens passaram à frente de outros indevidamente? E quantos ficaram para trás injustamente? Não há números. Mas há a certeza de que foram muitos, demasiados. Portanto, o ponto é este: deve-se defender um sistema de acesso ao ensino superior dependente do secundário e baseado em critérios que, sendo comuns para todos, são aplicados de forma diferente em cada escola e são, por isso, sujeitos a manipulação? Não se deve. Até porque há alternativas.
Olhando para o que acontece na Europa (a nível nacional e regional), o cenário geral é bastante diferente do português (cf. relatório Eurydice). Em 15 sistemas de ensino, o acesso é aberto, pelo que basta concluir com sucesso o ensino secundário para entrar num curso superior. E na maioria dos sistemas, compete às próprias instituições de ensino superior fazer a selecção dos alunos – seja por via das suas notas do secundário, seja com base em critérios ou exames próprios da instituição. Veja-se França, país que tantas vezes nos serviu de exemplo, e onde o acesso é livre para as universidades: no 1.º ano do curso entram centenas de alunos e a selecção faz-se na passagem para o 2º ano – os estudantes são ordenados em função dos seus resultados e só uma determinada percentagem passa ao 2.º ano. Não há nada mais justo. Ninguém é excluído à partida e todos têm as mesmas oportunidades: as mesmas aulas, os mesmos professores, os mesmos exames e os mesmos critérios de avaliação.
Não quero com isto dizer que temos de ser como os franceses. Apenas digo que temos margem para tornar o nosso acesso ao ensino superior mais justo. Seja por via de acesso livre (entram todos os que concluírem o secundário) ou por via de dar às instituições autonomia para escolher os alunos (o que me parece mais exequível). Todos sabemos que tirar um curso de economia, direito ou sociologia não é igual em todas as universidades, pelo que não há razão para que as universidades não terem autonomia para fixar os seus critérios de acesso.
Sei o que dirão os críticos: se as instituições puderem escolher, vão discriminar alunos por critérios sociais. É o argumento que surge sempre que se fala em liberdade e autonomia. E é um argumento duplamente enganador. Primeiro, porque a autonomia de uma instituição para fixar critérios não é um poder absoluto em país nenhum: a aprovação desses critérios e a monitorização da sua implementação por parte de uma entidade ligada ao ministério são sempre necessárias – seria inaceitável, por exemplo, uma instituição determinar que só aceita estudantes loiros.
Segundo, porque a discriminação social já acontece com o actual sistema de acesso, imposta pelo próprio Estado. E é fácil perceber porquê. Sendo um facto estatístico que o desempenho dos alunos está fortemente relacionado com o seu perfil socioecónomico, isso significa que ter boas notas é mais difícil para um aluno cujos pais são pobres e têm baixas qualificações. Ora, ao fazer depender o acesso ao superior das notas escolares, por definição, estamos a reduzir as possibilidades de um aluno desfavorecido entrar no curso que ambiciona e para o qual poderá ter mais vocação que outros alunos que entrarão. Portugal é um dos países em que o acesso ao superior é mais condicionado pelo nível socioeconómico dos estudantes (pior só na Turquia) e, em parte, também tem a ver com isto.
É verdade que, em Portugal, domina uma obsessão pela centralização de competências no Estado, que vive da ilusão dessa ser a única forma de garantir isenção e justiça no acesso aos serviços públicos. Talvez por isso um sistema como o actual se mantenha praticamente consensual. E é também verdade que aquilo que os portugueses mais evitam é ter chatices. Talvez por isso os reitores preferirão que continue tudo como está e seja o Estado a assumir as responsabilidades.
Mas, se de facto o Governo tenciona mexer nas regras de acesso ao superior, mais do que fazer pequenos ajustes, talvez pudesse ir à raiz destes problemas e corrigir estas injustiças. É que esta é mesmo uma boa oportunidade para fazer a diferença. Pela positiva.
GOSTARIA DE VER RESTAURADOS OS EXAMES DE ADMISSÃO. QUEM TIVESSE
CULTURA DEITAVA CARTAS.
ASSIM É QUE DEVIA SER.

domingo, 7 de dezembro de 2014

SE EU MANDASSE...

Se eu mandasse todos os que enriquecessem ilicitamente cumpririam a pena a que fossem condenados, mas só sairiam da cadeia depois de terem devolvido o que furtaram.
Dizia-me um amigo que não se importava de cumprir x anos de cadeia para ganhar uns bons milhões.
Este meu amigo tem muita razão porque ninguém trabalhando honestamente toda a vida será capaz de amealhar assim tanto dinheiro
Moral da história: com estas leis vale a pena ser ladrão.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014